Autor: Flávio Macaúbas Torres Filho - UFPB (Labimec)
Email: flaviomacaubas@gmail.com
A presente análise destina-se a identificar as principais características do artesãos(ãs) da cidade de João Pessoa. As informações foram coletadas no mês de janeiro do ano 2022, a partir da aplicação de três questionários sobre Oferta Artesanal, Visitantes Turistas e Visitantes Locais.
A equipe de pesquisa é composta pela Prefeitura Municipal de João Pessoa, Unesco, Programa do Artesanato Paraíbano, SEBRAE, Radar e UFPB.
Foi efetuado um processo de limpeza dos dados para garantir consistência nas informações, um detalhamento mais minuncioso dos processos transcorridos nessa etapa podem ser encontrados nos links listados abaixo. Assim como, vinculado a esta análise estão os dados pós-processados e os scripts utilizados para este fim. Destaca-se ainda que em decorrência da quantidade de respostas, uma parcela considerável do procedimento de limpeza foi realizado diretamente no Google Sheets.
Detalhamento do pré-processamento das respostas dos questionários:
Complementarmente, ajustes via código foram feitos a partir do script abaixo:
Os mapas foram construídos no R, conforme o detalhamento abaixo:
[nltk_data] Downloading package stopwords to [nltk_data] C:\Users\Macaubas\AppData\Roaming\nltk_data... [nltk_data] Package stopwords is already up-to-date!
<Figure size 1080x504 with 0 Axes>
Maior parcela dos artesãos vivem em JOÃO PESSOA e possuem em média 55 anos.
A maioria dos artesão vivem em João Pessoa (57,14%), seguidos por Campina Grande com (9,24%) e Cabedelo (6,72%). Este resultado é esperado dado que o questionário foi aplicado no Salão de Artesanato de João Pessoa.
Apesar da predominância de João Pessoa, os artesãos estão aqui a menos tempo quando comparados a outros municípios do estado. Algumas pessoas moram a vida inteira na sua cidade de origem que não é capital, como nos casos de Ingá, Boa Vista e Itabaiana.
A média de idade dos artesãos é de 55 anos, indicando que é um ofício que pode não estar atraindo um público mais jovem. Por outro lado, é possível que o tempo necessário para profissionalizar essa atividade seja consideravelmente mais elevado do que os demais setores. Na Tabela 1 também podemos verificar que a média de idade dos artesãos que vivem em João Pessoa é de 56, 1 ano acima da média geral.
Tabela 1 - Informações sobre município que os artesãos vivem, há quanto tempo e idade média.
| Qnt | Participação | Média de anos na cidade | Média Idade | Diferença | |
|---|---|---|---|---|---|
| JOÃO PESSOA | 68 | 57.14 | 31 | 56 | 25 |
| CAMPINA GRANDE | 11 | 9.24 | 41 | 58 | 17 |
| CABEDELO | 8 | 6.72 | 32 | 56 | 24 |
| NOVA PALMEIRA | 4 | 3.36 | 46 | 52 | 6 |
| PITIMBU | 3 | 2.52 | 43 | 59 | 16 |
| SANTA RITA | 2 | 1.68 | 11 | 69 | 58 |
| REMÍGIO | 2 | 1.68 | 42 | 52 | 10 |
| SERRA BRANCA | 2 | 1.68 | 41 | 61 | 20 |
| BAYEUX | 2 | 1.68 | 27 | 38 | 11 |
| AREIA | 2 | 1.68 | 34 | 44 | 10 |
| JUAREZ TÁVORA | 2 | 1.68 | 60 | 73 | 13 |
| BEZERROS | 1 | 0.84 | 24 | 25 | 1 |
| BAIA DA TRAIÇÃO | 1 | 0.84 | 19 | 22 | 3 |
| LAGOA SECA | 1 | 0.84 | 5 | 25 | 20 |
| CAAPORÃ | 1 | 0.84 | 26 | 64 | 38 |
| INGÁ | 1 | 0.84 | 60 | 60 | 0 |
| ALAGOA NOVA | 1 | 0.84 | 50 | 70 | 20 |
| CONDE | 1 | 0.84 | 3 | 63 | 60 |
| ZABELÊ | 1 | 0.84 | 54 | 57 | 3 |
| BOA VISTA | 1 | 0.84 | 55 | 55 | 0 |
| ITABAIANA | 1 | 0.84 | 49 | 49 | 0 |
| CABACEIRAS | 1 | 0.84 | 38 | 41 | 3 |
| TAPEROÁ | 1 | 0.84 | 22 | 23 | 1 |
| GURJÃO | 1 | 0.84 | 32 | 39 | 7 |
Maior parte dos artesãos(ãs) possuem nível MÉDIO COMPLETO
Uma parcela considerável das pessoas entrevistadas possuem nível Superior Completo. Logo atrás está os de nível Fundamental, tanto incompleto, quanto incompleto. Apesar desse indicador ser importante para análise, destacamos que ele não captura a habilidade em ofício dos artesãos, que muitas vezes é repassado por familiares.
O aprendizado do ofício ocorre principalmente a partir de PARENTES e do AUTODITATISMO
Parentes e autodidatismo representam respectivamente 35,29% e 29,41%, juntos representam 64,7% das respostas dos entrevistado. Logo atrás estão Cursos (10%) e Amigos (8,4%), a menor taxa de resposta encontre-se na Internet (2,52%) e nas Igrejas (0,84%).
| Aprendizado do Ofício | |
|---|---|
| PARENTES | 35.29 |
| AUTODIDATA | 29.41 |
| CURSO | 10.08 |
| AMIGOS | 8.4 |
| VIZINHOS | 5.04 |
| ESCOLA | 3.36 |
| TUTOR | 2.52 |
| GOVERNO | 2.52 |
| INTERNET | 2.52 |
| IGREJA | 0.84 |
O resultado da Internet causa estranheza, dado a disponibilidade de material. Por outro lado, é possível que no artesanato há uma predominância de tarefas manuais, indicando que a modalidade remota satisfaça os interesses dos entrevistados.
Destaca-se ainda que em decorrência da elavada média de idade (55 anos), é possível que os entrevistados não saibam como procurar por suas necessidades de forma adequada na internet.
A maioria dos artesãos já ENSINARAM seu ofício a alguém.
Cerca de 21% dos entrevistado relataram que já ensinaram entre 1-5 pessoas, uma parte considerável (16%) responderam que já ensinaram mais de 100 pessoas. Muitas dessas pessoas também informaram que realizaram cursos, ensinando pessaos desses ofício, em outras palavras, a maioria dos entrevistados tem algum tipo de familiaridade com tutoria.
Sabemos que os artesãos estão familiarizados com ensino, porém, mais de metade revelou nunca ter feito nenhum curso de artes. Trata-se de um resultado esperado pois o artesanato tem forte vínculos parentais/familiares que são passados de geração em geração.
A maioria dos artesãos possuem MAIS DE 20 ANOS de experiência
Cerca de 90% dos entrevistados possuem mais de 5 anos de experiência no ofício, o que explica, em parte, a razão de muitos deles terem ensinado alguém no decorrer de sua carreira.
Há uma predileção pela área de DECORAÇÃO
BONECAS, BOLSAS, VESTUÁRIOS, ESCULTURAS e MESAS são os produtos preferidos dos artesãos
Essa informação pode a princípio ser contruitiva, dado que bonecas pode se encaixar diretamente na categoria de brinquedos e essa foi a menos citada na preferência dos entrevistados.
Uma possível explicação deve-se ao fato de na área de decoração existir itens como "Bonecas de Biscuit" e "Bonecas de cerâmica". Além disso, naqueles que respodenram brinquedos, bonecas/os são a resposta predominante representando 47% das respostas totais.
Em outras palavras, as pessoas que preferem decoração - que são a maioria - preferem trabalhar com uma maior diversidade de produtos.
TECIDOS, FIOS e MADEIRA são as matérias primas predominantes.
Couro, barro e escamas também são umas resposta frequente. Algodão colorido é citado e por ser uma especilidade do estado, é possível que seja um diferencial da produção de artesanato paraibano.
60% buscam suas referência em sua HISTÓRIA PESSOAL
| Qnt | Percentual | |
|---|---|---|
| DE SUA HISTÓRIA PESSOAL | 71 | 59.66 |
| DO LOCAL ONDE VIVE ATUALMENTE OU | 40 | 33.61 |
| NAN | 8 | 6.72 |
E que história é essa?
A maiorias dos artesão tem suas origens no interior
Cidades na Paraíba são a maioria das cidades as quais os artesão já moraram em algum momento da vida.
A maior parcela dos artesãos são CASADOS, possuem FAMILIARES NO ARTESANATO e são COOPERADOS.
A maioria dos artesãos não possuem filhos menores de idade morando com eles. Porém, esta informação por si não é suficiente para identificar se existem dependentes. Cerca de 61% relataram que possuem familiares que também fazem artesanato, exatamente o mesmo percentual relatou que pertecene alguma associação ou cooperativa.
Estatística descritiva da quatidade de filhos que moram com os artsãos
| 2_2_QUANTOS_FILHOS_MENORES_DE_IDADE_VIVEM_COM_VOCE | |
|---|---|
| count | 119 |
| mean | 0.336134 |
| std | 0.866293 |
| min | 0 |
| 25% | 0 |
| 50% | 0 |
| 75% | 0 |
| max | 6 |
Percentual dos membros da famílias que também fazem artesanato
| 2_3_ALGUM_MEMBRO_DA_FAMILIA_TAMBEM_FAZ_ARTESANATO | |
|---|---|
| SIM | 61.3445 |
| NÃO | 38.6555 |
Percentual dos artesãos que são cooperados/associados
| 2_5_VOCE_FAZ_PARTE_DE_ALGUMA_ASSOCIACAO_OU_COOPERATIVA | |
|---|---|
| SIM | 61.3445 |
| NÃO | 38.6555 |
IRMÃS, FILHOS E FILHAS são os principais familiares que também fazem artesanato.
As cooperativas são bem distribuídas, com uma pequena predominância da ASSOCIAÇÃO DOS ARTESÃOS DE CABEDELO
Dos entrevistados, cerca 84% NÃO CONTRATAM AJUDANTES.
A outra parcela contrata em média 6 AJUDANTES quando necessário, em alguns casos chegando até 20 AJUDANTES.
Percentual de artesãos que contratam auxiliares
| 2_7_CONTRATA_AUXILIAR_OU_AJUDANTE_PARA_TRABALHAR_COM_VOCE | |
|---|---|
| NÃO | 84.8739 |
| SIM | 15.1261 |
Estatística descritiva daqueles que contratam auxiliares
| 2_8_SE_A_RESPOSTA_ACIMA_FOR_SIM,_QUANTOS_AUXILIARES_OU_AJUDANTES_VOCE_CONTRATA | |
|---|---|
| count | 18 |
| mean | 6.05556 |
| std | 6.53922 |
| min | 1 |
| 25% | 2 |
| 50% | 3 |
| 75% | 5 |
| max | 20 |
76% dos entrevistados tem interesse de participar de algum tipo de CAPACITAÇÃO
Como criar novos produtos de sucesso e como dilvugar seus trabalhos nas redes sociais são as respostas predominantes representando 65% do total de respostas.
Há umas parcela de respostas individuais, que revelam necessidades específicas, que foi retirada dessa demonstração. Algumas respostas indicam que tem interesse em todos os cursos ofertados, outros combinaram 2 ou 3 da opções disponível. Uma respondente alegou já ter feito todos esses cursos. Vitrificação, atendimento ao cliente e técnicas de marcenaria foram necessidades listadas.
Instagram é a rede social ao qual os artesãos são mais ativos
74% dos entrevistados alegam que o artesanato é sua ATIVIDADE PRINCIPAL
A maioria dos entrevistados trabalham entre 6h-8h em média
Quantas pessoas trabalham com você?
VESTUÁRIO, BONECA E CHAVEIROS são os produtos mais vendidos
Apesar desses destaques, há uma grande variedade de produtos aos quais os entrevistados alegaram ser o que mais vende. Uma possível explicação está na especialização que cada um deles possuí.
Bolsas, mesas e esculturas de madeiras são itens que também apresentaram um destaque na respostas dos entrevistados.
A média de preço do ataco é 14,6% menor do que no Varejo.
Há uma maior dispersão dos dados no varejo, em alguns casos o preço do atacado chegou a centavos.
Estatística descritiva dos preços unitários de atacado e varejo
| Preço Unitário Atacado | Preço Unitário Varejo | |
|---|---|---|
| Média | R\$ 75,52 | R\$ 86,22 |
| Desvio Padrão | R\$ 68,78 | R\$ 74,58 |
| Mínimo | R\$ 0,05 | R\$ 5,22 |
| 25% | R\$ 25,00 | R\$ 30,00 |
| 50% | R\$ 54,37 | R\$ 60,00 |
| 75% | R\$ 100,00 | R\$ 120,00 |
| Máximo | R\$ 275,62 | R\$ 315,00 |
Tempo trabalho e custos com matéria prima são os principais determinantes do preço dos artesãos
A maioria dos artesãos compram seus insumos EM SUA CIDADE.
A internet é o canal menos utilziado, representando apenas 5% das respostas.
Origem das matérias-primas/insumos
| 3_18_ONDE_CONSEGUE_COMPRAR_AS_MATERIAS_PRIMAS_E_INSUMOS_QUE_UTILIZA | |
|---|---|
| EM LOJAS ESPECIALIZADAS EM SUA CIDADE | 76.4706 |
| RETIRA OU EXTRAI DA NATUREZA E PROCESSA | 18.4874 |
| COMPRA PELA INTERNET | 5.04202 |
A maior parte dos entrevistado possuem produção e venda de peças equilibrados
Apesar do tratamento de possíveis outliers, existe uma parcela com um alto déficit/superávit. É possível que a razão para essa grande discrepância seja um mal entendimento da pergunta por parte do entrevistados.
O artesanato como atividade principal rende em média 28% mais do que como atividade sencudária.
A tabela abaixo descreve o rendimento médio em cada uma das situações:
| RENDA | ||
|---|---|---|
| ATIVIDADE | CATEGORIA | |
| PRINCIPAL | RENDA_MELHORES | 2150.704225 |
| RENDA_PIORES | 745.731707 | |
| SECUNDÁRIA | RENDA_MELHORES | 1672.916667 |
| RENDA_PIORES | 576.551724 |
Ter algum curso de artes pode não afetar o rendimento médio dos artesãos
Quando comparamos os melhores meses, aqueles que não fizeram nenhum curso ganham em média 17,12% mais. Nos piores meses essa diferença é de 61,34% significativamente maior. Esta informação reforça que a prática e aprendizado do artesanato tá fortemente vinculado a questões familiarias e regionais.
IMPORTANTE
Para medir o real efeito de um curso (tratamento) sobre os artesãos, é necessário uma abordagem específica ao qual, em decorrência das limitações dos dados, não é possível. Como não como delimitar um grupo de controle pré-tratamento e pós-tratamento (similar para um grupo tratado), não é possível fazer conclusões precisas em relação do efeito de um curso no rendimento médio dos artesãos.
| RENDA | ||
|---|---|---|
| CURSO | CATEGORIA | |
| NÃO | RENDA_ARTE_MELHORES | 2195.652174 |
| RENDA_ARTE_PIORES | 860.877193 | |
| SIM | RENDA_ARTE_MELHORES | 1874.489796 |
| RENDA_ARTE_PIORES | 533.333333 |
O local que os entrevistados relataram maiores vendas foram nas FEIRAS
A internet foi citada em 23,6% das resposta, possivelmente há uma possibilidade de ampliação do mercado se este recurso for explorado de forma adequada. Loja própria foi a menos citada das respostas, representando apenas 7,9%.
69% dos artesãos NÃO POSSUEM CNPJ/Razão Social
Esta é uma informação preocupante, dado que com as facilitações geradas pelo MEI, espera-se uma tendência maior a formalização. A estruturação do negócio pode viabilizar ao artesão a utilização de recursos contábeis/financeiros, ajudando na previsibilidade e gerência do negócio.
Percentual de artesões que possuem CNPJ
| 3_15_POSSUI_CNPJ__RAZAO_SOCIAL | |
|---|---|
| NÃO | 63.0252 |
| SIM | 36.9748 |
Os artesãos desejam AUMENTAR AS VENDAS.
Quando considerado todas as respostas, não apenas as listadas, existem artesãos que desejam todos os itens citados, aqueles que desejam mordenizar o maquinário e, corroborado pela análise anterior, desejam participar de mais feiras.
O desejo de formalizar foi o menos citado entre os entrevistados, apenas 5,95% apontaram ter essa intenção.
ESPAÇO E CONDIÇÕES DE TRABALHO representam as maiores dificuldades dos artesões.
O acesso ao crédito também foi um dificuldade bastante citada, representando 20,70%, das respostas.
43,3% dos artesãos desejam MELHORAR A QUALIDADE DE VIDA em 2022.
80% dos entrevistados TEM INTERESSE em participar de uma feira dominical no centro de João pessoa
Apoio a artesanato, realização de feiras e eventos, um canal de comunicação com a prefeitura são exemplos das SUGESTÕES do artesãos.
As sugestões são as mais variadas possíveis, a recomendação é que cada caso seja analisado de forma individual por um grupo de pessoas com amplo entendimento do setor, para que seja possível um melhor desenho para os formulários no futuro.
Os bairros mais citados foram Cabo Branco (11,9%) e Bancários (10,9%).
Os 5 bairros de onde os turistas locais são
| Bairro Onde Mora | |
|---|---|
| CABO BRANCO | 0.118812 |
| BANCARIOS | 0.108911 |
| MANAIRA | 0.0693069 |
| ALTIPLANO CABO BRANCO | 0.0594059 |
| TAMBAUZINHO | 0.0594059 |
Mais da metade dos visitantes locais vivem com a família
Quando consideramos companheiros(as) esse montante chega a 76,2%
42,57% dos visitantes são de João Pessoa.
Rio de Janeiro (7,9%) e São Paulo (5,9%) são os segundos municípios mais presentes entre os entrevistados.
Percentual da naturalidade dos turistas locais
| 4__NATURAL_DE | |
|---|---|
| JOÃO PESSOA | 42.5743 |
| RIO DE JANEIRO | 7.92079 |
| SÃO PAULO | 5.94059 |
| RECIFE | 3.9604 |
| CAMPINA GRANDE | 2.9703 |
| NAN | 2.9703 |
| GUARABIRA | 2.9703 |
| RIO GRANDE DO SUL | 1.9802 |
| PATOS | 1.9802 |
| ARARUNA | 0.990099 |
A maioria é da Paraíba
A Paraíba representa 63% dos turistas locais, seguidos por Pernambuco com 9,9% e Rio de Janeiro com 7,9%
| ESTADO_NATURAL | |
|---|---|
| PB | 63.3663 |
| PE | 9.90099 |
| RJ | 7.92079 |
| SP | 6.93069 |
| RS | 1.9802 |
| DF | 1.9802 |
| CE | 1.9802 |
| RN | 1.9802 |
| NAN | 0.990099 |
| MG | 0.990099 |
Aqueles que são de João Pessoa moram em média a anos na cidade
92% encontraram o que procuravam na feira
Aqueles que não encontraram o que procuravam elencaram os seguintes pontos:
Procuravam especificamente peças de madeira de um artesão de Santa Luzia;
Procuravam Pássaro de Feltro e/ou Crochê
Procuravam Saia acima do joelho de algodão natural
Não gostou de ver tecido Poliester da China vendido como artesanato
75% não sentiu falta de nenhum produto
Aqueles que sentiram faltam, elencaram os seguintes itens:
Itens de alimentação
Trabalhos feitos com Quartzo
Espírito Santo de Madeira
Rende Bilro
Cristais
Coca femininos
Muitos produtos repetidos
Maior variedade de itens em outros anos
O gasto médio com artesanto por visitantes locais foi de R\$ 111,80
43% dos visitantes locais preferem artesanato tradicional
37,6% não quiseram opinar e 18,9% preferem artesanato contemporâneo.
55,4% dos visitantes locais compraram itens de Uso Pessoal ou Decoração
48,51% dos entrevistado alegaram terem comprados artigos para uso próprio, enquanto apenas 14% para presente. Uma possível explicação pra discrepância entre os itens 10 e 11 deve-se ao fato de um possível "auto-presente" que os indivíduos possam ter entendido da pergunta.
34,65% dos visitantes locais responderam que a Beleza do produto foi determinante para a compra
A maioria não quis responder (37,62%), enquanto preço foi o fator menos determinante com apenas 7,92% das escolhas.
Principais motivos de compra
| 12__PRINCIPAL_MOTIVACAO_DA_COMPRA | |
|---|---|
| NÃO RESPONDEU | 37.6238 |
| BELEZA | 34.6535 |
| UTILIDADE | 10.8911 |
| NOVIDADE | 8.91089 |
| PREÇO | 7.92079 |
72% dos visitantes locais são vão a feiras ocasionalmente.
26,73% do entrevistados alegaram que são frequentadores assíduos, cerca de um quarto da amostra.
A maior parte das peças de artesanato que os consumidores locais possuem são da Paraíba.
A principal sugestão dos consumidores locais é a DIVULGAÇÃO
Uma parcela considerável respondeu que gostou de tudo, palavras como incentivar, incentivo e aumentar também estão presentes. Neste ponto, sugere-se uma abordagem mais manual e humana para identificar quais os elementos que são plausíveis e quais sugestões devem ser incorporadas.
São Paulo e Paraíba são as principais origem dos turistas representando 13,2% das respostas
A Bahia foi responsável por 11,32% das resposta, Distrito Federal (9,43%) e Rio de Janeiro (7,54%). Existiam turistas de todos os estados do Centro-Oeste.
56,60% dos turistas visitiram João Pessoa com a Família
Quando consideramos aqueles que visitiram com companheiro(a) este montante chega a 88,7%. Os que visitaram sozinho representaram 9,43%.
Os turistas ficaram em média 14 dias na cidade
Algumas responderam que passariam 4 meses na cidade. A menor resposta para este quesito foi de 1 dia.
Tabela - Estatística descritiva da quantidade de dias que os turistas pretendem ficar em João Pessoa
| 1_5_QUANTOS_DIAS_FICARA_EM_JOAO_PESSOA | |
|---|---|
| count | 51 |
| mean | 14.98 |
| std | 21.77 |
| min | 1 |
| 25% | 4 |
| 50% | 7 |
| 75% | 16 |
| max | 120 |
86,8% dos turistas encontraram o que procuravam na Feira
Daqueles que sentiram falta citaram os seguintes itens:
Uma grande parte dos turistas gostaram de tudo
Peças de madeira e crochê foram bastantes citadas. Há uma grande diversidade de respostas o que indica que, possivelmente, a diversidade foi um fator determinante para o agrado dos turistas.
Os turista gastaram em média R\$ 167,00
Houve uma grande dispersão entre as respostas dos turistas. Em alguns casos chegaram a gastar mais de 800 reais.
Tabela - Estatística descritiva do gasto dos turistas com artesanato local
| 1_9_QUANTO_COMPROU_DE_ARTESANATO_NESSA_VIAGEM | |
|---|---|
| count | 53 |
| mean | 167.92 |
| std | 291.27 |
| min | 0 |
| 25% | 0 |
| 50% | 35 |
| 75% | 150 |
| max | 1100 |
52,8 dos turista preferem o artesanato tradicional
Apenas 5% preferem artesanato contemporâneo, 41% não soube responder.
43,39% dos turistas indicaram que a compra foi para uso próprio
Presente representa 15% das respostas e 41,50% não quiseram opinar.
Beleza do produto foi responsável por 37,7% das escolhas dos turistas
Tabela - Principais razões para compra do artesanato pelos turistas
| 1_13_PRINCIPAL_MOTIVACAO_DA_COMPRA | |
|---|---|
| NÃO RESPONDEU | 41.51 |
| BELEZA | 37.74 |
| PREÇO | 9.43 |
| UTILIDADE | 7.55 |
| NOVIDADE | 3.77 |
58% dos turistas são frequentadores ocasionais de feiras de artesanato
O número de frequentadores assíduos é consideravelmente maior do que os turistas locais.
O número de peças de artesanato que os turistas possuem em casa é similar a quantidade de peças que são da Paraíba
Trabalho bem feito, criatividade, originalidade e acabamento foram feedbacks dados pelos turistas.
A maioria dos artesões são de João Pessoa (57,14%), possuem idade média de 55 anos e moram na cidade em média a 25 anos. A grande maioria possue ensino médio completo e aprenderam o ofício através de parentes e do autodidatismo. A maioria deles são casados (46,2%) e 61,34% alegaram que possuem membros da família do artesanato - em que os parentes diretos são os mais comuns. A maior parcela dos profissionais são cooperados/associados em que Associação de Artesãos de Cabedelo é a mais citada. Aproximadamente 69% deles não são formalizados.
A maior parcela dos artesãos ensinaram entre 1-5 pessoas, todavia, uma parcela considerável já ensinou pra mais de 100 pessoas. Metade deles fizeram algum curso de artes e o maior número possuem mais de 20 anos de experiência.
Os profissionais preferem trabalhar com artigo de decoração (43,7%) - bonecas, bolsas, vestuários, esculturas e mesas são os produtos preferidos pelos artesãos. As matérias-primas mais utilizadas são fios, tecidos e madeira. Os artesãos se expiram para produzir seu trabalho em sua história pessoal, mais de 60% deles são da Paraíba e mais de quarenta já moraram em algum município da Paraíba. As regiões Norte e Sudeste são as mais representativas quando desconsiderado o nordeste.
Cerca de 84% dos artesãos alegaram que não contrataram ajudantes, daqueles que contrataram, a média é de 6 colaboradores. A maior parcela dos artesãos (76%) alegam que desejam participar de algum curso de capacitação. Os maiores desejos estão em como criar novos produtos de sucesso e como divulgar seu trabalho em redes sociais - a rede social mais comum é o Instagram.
A maior parcela respondeu que o artesanato é sua atividade principal. Mais de 90% da clientela é nacional se dividindo, em grau de participação, em pessoas da região, do estado, do país. A parcela predominante trabalham entre 6h e 8h por dia. Corroborando a informação de ajudantes, a maioria dos artesãos trabalham sozinhos.
Os produtos mais vendidos são de vestuários, bonecas e chaveiros. A média de preços do atacado é 14,6% menor do que no varejo. Os principais determinantes do preço são o tempo de trabalho e a matéria prima gasta, esta última, é majoritariamente adquirida na cidade do artesão.
No geral, os artesão não possuem excesso de estoque, a grande maioria acerta na quantidade de peças produzidas e vendidas. Entre aqueles que tem o artesanato como atividade principal, a renda média nos melhores meses é de 2150,00 reais por mês, nos piores meses chega a 745,00 por mês.
Os artesãos que possuem o artesanato como atividade principal faturam, em média, 28,58% mais nos melhores meses. Quando considerado os piores meses, esse percentual é um pouco maior, chegando a 29,34%. O local de maior venda relatado pelos artesãos são as feiras.
O principal anseio dos artesãos é o aumento de vendas, alarmantemente, apenas 5,95% deles desejam se formalizar. Dificuldades com espaço e condições de trabalho foi citada por 34,3% dos artesões como a principal carência, seguidos por acesso ao crédito com 20,7%.
O principal objetivo dos artesãos é de cunho pessoal - 43,3% desejam melhorar a qualidade de vida e 27% desejam conhecer mais lugares e pessoas. Quando consideramos esses dois elementos juntos, 70,3% dos desejam são relacionados ao aspecto privado (não profissional). Aproximadamente 80% dos entrevistados relataram que desejam participar de uma feira dominical no centro de João Pessoa.
As principais sugestões dos artesãos vão na mesma direção das carência relatadas - apoio, incentivo, transporte, eventos e feiras são exemplos de eixos relatados.
A maioria dos visitantes locais moram na região da praia - os bairros mais citados são Cabo Branco (11,9%) e Bancários (10,9%). Mais de 50% deles relataram que vivem com a família, quando consideramos companheiros(as), o montante chega a 77,2%. A maioria deles nasceram em João Pessoa, seguidos e Rio de Janeiro (7,9%) e São Paulo (5,9%). A Paraíba é responsável por 63% da origem dos consumidores locais.
Os consumidores locais moram, em média, há 10 anos em João Pessoa. A esmagadora maioria (92%) encontram o que procuravam nas feiras e 75% não sentiu falta de nada. Peças de crochê, madeira e cerâmica são as prediletas dentre estes consumidores. O gasto média dos visitantes locais foi de 111 reais - a maior parte gastou até 100 reais.
Cerca de 43% dos consumidores locais preferem o artesanato tradicional. A maior parte (55,4%) relataram que compraram itens de uso pessoal ou decoração. A principal razão para compra dos produtos foi a beleza (34,6%), o fator preço foi o menos determinante - apenas 7,9%. Aproximadamente 72% dos entrevistados relataram que vão a ferias ocasionalmente e maior parte dos artesanatos que possuem são da Paraíba.
A principal sugestão dos consumidores locais é a divulgação - mais feiras, apoio ao artesanato e divulgação são exemplos de sugestões. Recomenda-se que este item seja avaliado individualmente para que boas propostas sejam melhor entedidas e visualizadas.
Turistas de São Paulo e Paraíba são a maioria e representam, cada um, 13,2% dos entrevistados. Aproximadamente 56% dos turistas visitaram João Pessoa com a família, quando consideramos companheiros este montante chega a 88,7% - eles ficam em média 14 dias na cidade.
Cerca de 86% deles encontram o que procuravam na Feira de Artesanato, aqueles que não encontraram relataram os seguintes itens: castanhas, enxoval infantil, mandalas de palha, biscuit, vestuário, bancos de madeira e uma rede específica. A maior parte dos turistas gostaram de tudo, castanhas, enxovais e arranjos são exemplos de produtos apreciados.
O gasto médio destes consumidores foi de 167 reais - cerca de 50% maior que os turistas locais. A maior parte dos turistas gastaram até 200 reais - intervalo superior ao consumidor local. Cerca de 53% dos entrevistados relataram preferir artesanato tradicional e 43% indicaram compras para uso próprio. Assim como os consumidores locais, a beleza dos produtos foi o principal fator determinante de compra. Em contraponto, o preço perfomou melhor entre os turias representando 9,43% das decisões - a maior parcela dos turistas são frequentadores ocasionais de feiras de artesanato.
Igualmente ao consumidores locais, a maior parte das peças de artesanatos do turistas também são da Paraíba. A maior parcela deles não sentiram falta de nada e elogiaram fatrores como criatividade, acabamento, originalidade, qualidade e beleza.
[NbConvertApp] Converting notebook C:/Users/Macaubas/Desktop/Python/Labimec/Artesanato/Analise/ARTESANATO_PB.ipynb to html [NbConvertApp] Writing 8591323 bytes to C:\Users\Macaubas\Desktop\Python\Labimec\Artesanato\Analise\ARTESANATO_PB.html