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Análise da Oferta de Artesanato na Paraíba 2022

Autor: Flávio Macaúbas Torres Filho - UFPB (Labimec)

Email: flaviomacaubas@gmail.com

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Do que se trata este documento?

A presente análise destina-se a identificar as principais características do artesãos(ãs) da cidade de João Pessoa. As informações foram coletadas no mês de janeiro do ano 2022, a partir da aplicação de três questionários sobre Oferta Artesanal, Visitantes Turistas e Visitantes Locais.

A equipe de pesquisa é composta pela Prefeitura Municipal de João Pessoa, Unesco, Programa do Artesanato Paraíbano, SEBRAE, Radar e UFPB.

Foi efetuado um processo de limpeza dos dados para garantir consistência nas informações, um detalhamento mais minuncioso dos processos transcorridos nessa etapa podem ser encontrados nos links listados abaixo. Assim como, vinculado a esta análise estão os dados pós-processados e os scripts utilizados para este fim. Destaca-se ainda que em decorrência da quantidade de respostas, uma parcela considerável do procedimento de limpeza foi realizado diretamente no Google Sheets.

Detalhamento do pré-processamento das respostas dos questionários:

Limpeza Oferta Artesanal

Limpeza Demanda Local

Limpeza Demanda Turista

Complementarmente, ajustes via código foram feitos a partir do script abaixo:

Ajuste dos dados

Os mapas foram construídos no R, conforme o detalhamento abaixo:

Mapas

Quem é o artesão(ã)? - OFERTA

Perfil Cultural

Maior parcela dos artesãos vivem em JOÃO PESSOA e possuem em média 55 anos.

A maioria dos artesão vivem em João Pessoa (57,14%), seguidos por Campina Grande com (9,24%) e Cabedelo (6,72%). Este resultado é esperado dado que o questionário foi aplicado no Salão de Artesanato de João Pessoa.

Apesar da predominância de João Pessoa, os artesãos estão aqui a menos tempo quando comparados a outros municípios do estado. Algumas pessoas moram a vida inteira na sua cidade de origem que não é capital, como nos casos de Ingá, Boa Vista e Itabaiana.

A média de idade dos artesãos é de 55 anos, indicando que é um ofício que pode não estar atraindo um público mais jovem. Por outro lado, é possível que o tempo necessário para profissionalizar essa atividade seja consideravelmente mais elevado do que os demais setores. Na Tabela 1 também podemos verificar que a média de idade dos artesãos que vivem em João Pessoa é de 56, 1 ano acima da média geral.

Tabela 1 - Informações sobre município que os artesãos vivem, há quanto tempo e idade média.

Qnt Participação Média de anos na cidade Média Idade Diferença
JOÃO PESSOA 68 57.14 31 56 25
CAMPINA GRANDE 11 9.24 41 58 17
CABEDELO 8 6.72 32 56 24
NOVA PALMEIRA 4 3.36 46 52 6
PITIMBU 3 2.52 43 59 16
SANTA RITA 2 1.68 11 69 58
REMÍGIO 2 1.68 42 52 10
SERRA BRANCA 2 1.68 41 61 20
BAYEUX 2 1.68 27 38 11
AREIA 2 1.68 34 44 10
JUAREZ TÁVORA 2 1.68 60 73 13
BEZERROS 1 0.84 24 25 1
BAIA DA TRAIÇÃO 1 0.84 19 22 3
LAGOA SECA 1 0.84 5 25 20
CAAPORÃ 1 0.84 26 64 38
INGÁ 1 0.84 60 60 0
ALAGOA NOVA 1 0.84 50 70 20
CONDE 1 0.84 3 63 60
ZABELÊ 1 0.84 54 57 3
BOA VISTA 1 0.84 55 55 0
ITABAIANA 1 0.84 49 49 0
CABACEIRAS 1 0.84 38 41 3
TAPEROÁ 1 0.84 22 23 1
GURJÃO 1 0.84 32 39 7

Maior parte dos artesãos(ãs) possuem nível MÉDIO COMPLETO

Uma parcela considerável das pessoas entrevistadas possuem nível Superior Completo. Logo atrás está os de nível Fundamental, tanto incompleto, quanto incompleto. Apesar desse indicador ser importante para análise, destacamos que ele não captura a habilidade em ofício dos artesãos, que muitas vezes é repassado por familiares.

O aprendizado do ofício ocorre principalmente a partir de PARENTES e do AUTODITATISMO

Parentes e autodidatismo representam respectivamente 35,29% e 29,41%, juntos representam 64,7% das respostas dos entrevistado. Logo atrás estão Cursos (10%) e Amigos (8,4%), a menor taxa de resposta encontre-se na Internet (2,52%) e nas Igrejas (0,84%).

Aprendizado do Ofício
PARENTES 35.29
AUTODIDATA 29.41
CURSO 10.08
AMIGOS 8.4
VIZINHOS 5.04
ESCOLA 3.36
TUTOR 2.52
GOVERNO 2.52
INTERNET 2.52
IGREJA 0.84

O resultado da Internet causa estranheza, dado a disponibilidade de material. Por outro lado, é possível que no artesanato há uma predominância de tarefas manuais, indicando que a modalidade remota satisfaça os interesses dos entrevistados.

Destaca-se ainda que em decorrência da elavada média de idade (55 anos), é possível que os entrevistados não saibam como procurar por suas necessidades de forma adequada na internet.

A maioria dos artesãos já ENSINARAM seu ofício a alguém.

Cerca de 21% dos entrevistado relataram que já ensinaram entre 1-5 pessoas, uma parte considerável (16%) responderam que já ensinaram mais de 100 pessoas. Muitas dessas pessoas também informaram que realizaram cursos, ensinando pessaos desses ofício, em outras palavras, a maioria dos entrevistados tem algum tipo de familiaridade com tutoria.

Sabemos que os artesãos estão familiarizados com ensino, porém, mais de metade revelou nunca ter feito nenhum curso de artes. Trata-se de um resultado esperado pois o artesanato tem forte vínculos parentais/familiares que são passados de geração em geração.

CURSO_DE_ARTE.png

A maioria dos artesãos possuem MAIS DE 20 ANOS de experiência

Cerca de 90% dos entrevistados possuem mais de 5 anos de experiência no ofício, o que explica, em parte, a razão de muitos deles terem ensinado alguém no decorrer de sua carreira.

Há uma predileção pela área de DECORAÇÃO

BONECAS, BOLSAS, VESTUÁRIOS, ESCULTURAS e MESAS são os produtos preferidos dos artesãos

Essa informação pode a princípio ser contruitiva, dado que bonecas pode se encaixar diretamente na categoria de brinquedos e essa foi a menos citada na preferência dos entrevistados.

Uma possível explicação deve-se ao fato de na área de decoração existir itens como "Bonecas de Biscuit" e "Bonecas de cerâmica". Além disso, naqueles que respodenram brinquedos, bonecas/os são a resposta predominante representando 47% das respostas totais.

Em outras palavras, as pessoas que preferem decoração - que são a maioria - preferem trabalhar com uma maior diversidade de produtos.

TECIDOS, FIOS e MADEIRA são as matérias primas predominantes.

Couro, barro e escamas também são umas resposta frequente. Algodão colorido é citado e por ser uma especilidade do estado, é possível que seja um diferencial da produção de artesanato paraibano.

60% buscam suas referência em sua HISTÓRIA PESSOAL

Qnt Percentual
DE SUA HISTÓRIA PESSOAL 71 59.66
DO LOCAL ONDE VIVE ATUALMENTE OU 40 33.61
NAN 8 6.72

E que história é essa?

A maiorias dos artesão tem suas origens no interior

Cidades na Paraíba são a maioria das cidades as quais os artesão já moraram em algum momento da vida.

Perfil Social

A maior parcela dos artesãos são CASADOS, possuem FAMILIARES NO ARTESANATO e são COOPERADOS.

A maioria dos artesãos não possuem filhos menores de idade morando com eles. Porém, esta informação por si não é suficiente para identificar se existem dependentes. Cerca de 61% relataram que possuem familiares que também fazem artesanato, exatamente o mesmo percentual relatou que pertecene alguma associação ou cooperativa.

Estatística descritiva da quatidade de filhos que moram com os artsãos

2_2_QUANTOS_FILHOS_MENORES_DE_IDADE_VIVEM_COM_VOCE
count 119
mean 0.336134
std 0.866293
min 0
25% 0
50% 0
75% 0
max 6

Percentual dos membros da famílias que também fazem artesanato

2_3_ALGUM_MEMBRO_DA_FAMILIA_TAMBEM_FAZ_ARTESANATO
SIM 61.3445
NÃO 38.6555

Percentual dos artesãos que são cooperados/associados

2_5_VOCE_FAZ_PARTE_DE_ALGUMA_ASSOCIACAO_OU_COOPERATIVA
SIM 61.3445
NÃO 38.6555

IRMÃS, FILHOS E FILHAS são os principais familiares que também fazem artesanato.

As cooperativas são bem distribuídas, com uma pequena predominância da ASSOCIAÇÃO DOS ARTESÃOS DE CABEDELO

Dos entrevistados, cerca 84% NÃO CONTRATAM AJUDANTES.

A outra parcela contrata em média 6 AJUDANTES quando necessário, em alguns casos chegando até 20 AJUDANTES.

Percentual de artesãos que contratam auxiliares

2_7_CONTRATA_AUXILIAR_OU_AJUDANTE_PARA_TRABALHAR_COM_VOCE
NÃO 84.8739
SIM 15.1261

Estatística descritiva daqueles que contratam auxiliares

2_8_SE_A_RESPOSTA_ACIMA_FOR_SIM,_QUANTOS_AUXILIARES_OU_AJUDANTES_VOCE_CONTRATA
count 18
mean 6.05556
std 6.53922
min 1
25% 2
50% 3
75% 5
max 20

76% dos entrevistados tem interesse de participar de algum tipo de CAPACITAÇÃO

Como criar novos produtos de sucesso e como dilvugar seus trabalhos nas redes sociais são as respostas predominantes representando 65% do total de respostas.

Há umas parcela de respostas individuais, que revelam necessidades específicas, que foi retirada dessa demonstração. Algumas respostas indicam que tem interesse em todos os cursos ofertados, outros combinaram 2 ou 3 da opções disponível. Uma respondente alegou já ter feito todos esses cursos. Vitrificação, atendimento ao cliente e técnicas de marcenaria foram necessidades listadas.

Instagram é a rede social ao qual os artesãos são mais ativos

Perfil Econômico

74% dos entrevistados alegam que o artesanato é sua ATIVIDADE PRINCIPAL

A maioria dos entrevistados trabalham entre 6h-8h em média

Quantas pessoas trabalham com você?

VESTUÁRIO, BONECA E CHAVEIROS são os produtos mais vendidos

Apesar desses destaques, há uma grande variedade de produtos aos quais os entrevistados alegaram ser o que mais vende. Uma possível explicação está na especialização que cada um deles possuí.

Bolsas, mesas e esculturas de madeiras são itens que também apresentaram um destaque na respostas dos entrevistados.

A média de preço do ataco é 14,6% menor do que no Varejo.

Há uma maior dispersão dos dados no varejo, em alguns casos o preço do atacado chegou a centavos.

Estatística descritiva dos preços unitários de atacado e varejo

Preço Unitário Atacado Preço Unitário Varejo
Média R\$ 75,52 R\$ 86,22
Desvio Padrão R\$ 68,78 R\$ 74,58
Mínimo R\$ 0,05 R\$ 5,22
25% R\$ 25,00 R\$ 30,00
50% R\$ 54,37 R\$ 60,00
75% R\$ 100,00 R\$ 120,00
Máximo R\$ 275,62 R\$ 315,00

Tempo trabalho e custos com matéria prima são os principais determinantes do preço dos artesãos

A maioria dos artesãos compram seus insumos EM SUA CIDADE.

A internet é o canal menos utilziado, representando apenas 5% das respostas.

Origem das matérias-primas/insumos

3_18_ONDE_CONSEGUE_COMPRAR_AS_MATERIAS_PRIMAS_E_INSUMOS_QUE_UTILIZA
EM LOJAS ESPECIALIZADAS EM SUA CIDADE 76.4706
RETIRA OU EXTRAI DA NATUREZA E PROCESSA 18.4874
COMPRA PELA INTERNET 5.04202

A maior parte dos entrevistado possuem produção e venda de peças equilibrados

Apesar do tratamento de possíveis outliers, existe uma parcela com um alto déficit/superávit. É possível que a razão para essa grande discrepância seja um mal entendimento da pergunta por parte do entrevistados.

O artesanato como atividade principal rende em média 28% mais do que como atividade sencudária.

A tabela abaixo descreve o rendimento médio em cada uma das situações:

Ter algum curso de artes pode não afetar o rendimento médio dos artesãos

Quando comparamos os melhores meses, aqueles que não fizeram nenhum curso ganham em média 17,12% mais. Nos piores meses essa diferença é de 61,34% significativamente maior. Esta informação reforça que a prática e aprendizado do artesanato tá fortemente vinculado a questões familiarias e regionais.

IMPORTANTE

Para medir o real efeito de um curso (tratamento) sobre os artesãos, é necessário uma abordagem específica ao qual, em decorrência das limitações dos dados, não é possível. Como não como delimitar um grupo de controle pré-tratamento e pós-tratamento (similar para um grupo tratado), não é possível fazer conclusões precisas em relação do efeito de um curso no rendimento médio dos artesãos.

O local que os entrevistados relataram maiores vendas foram nas FEIRAS

A internet foi citada em 23,6% das resposta, possivelmente há uma possibilidade de ampliação do mercado se este recurso for explorado de forma adequada. Loja própria foi a menos citada das respostas, representando apenas 7,9%.

69% dos artesãos NÃO POSSUEM CNPJ/Razão Social

Esta é uma informação preocupante, dado que com as facilitações geradas pelo MEI, espera-se uma tendência maior a formalização. A estruturação do negócio pode viabilizar ao artesão a utilização de recursos contábeis/financeiros, ajudando na previsibilidade e gerência do negócio.

Percentual de artesões que possuem CNPJ

3_15_POSSUI_CNPJ__RAZAO_SOCIAL
NÃO 63.0252
SIM 36.9748

Os artesãos desejam AUMENTAR AS VENDAS.

Quando considerado todas as respostas, não apenas as listadas, existem artesãos que desejam todos os itens citados, aqueles que desejam mordenizar o maquinário e, corroborado pela análise anterior, desejam participar de mais feiras.

O desejo de formalizar foi o menos citado entre os entrevistados, apenas 5,95% apontaram ter essa intenção.

ESPAÇO E CONDIÇÕES DE TRABALHO representam as maiores dificuldades dos artesões.

O acesso ao crédito também foi um dificuldade bastante citada, representando 20,70%, das respostas.

43,3% dos artesãos desejam MELHORAR A QUALIDADE DE VIDA em 2022.

80% dos entrevistados TEM INTERESSE em participar de uma feira dominical no centro de João pessoa

Apoio a artesanato, realização de feiras e eventos, um canal de comunicação com a prefeitura são exemplos das SUGESTÕES do artesãos.

As sugestões são as mais variadas possíveis, a recomendação é que cada caso seja analisado de forma individual por um grupo de pessoas com amplo entendimento do setor, para que seja possível um melhor desenho para os formulários no futuro.


Quem é o cliente? - DEMANDA LOCAL

A maioria dos visitantes locais moram na Praia

Os bairros mais citados foram Cabo Branco (11,9%) e Bancários (10,9%).

Os 5 bairros de onde os turistas locais são

Bairro Onde Mora
CABO BRANCO 0.118812
BANCARIOS 0.108911
MANAIRA 0.0693069
ALTIPLANO CABO BRANCO 0.0594059
TAMBAUZINHO 0.0594059

Mais da metade dos visitantes locais vivem com a família

Quando consideramos companheiros(as) esse montante chega a 76,2%

42,57% dos visitantes são de João Pessoa.

Rio de Janeiro (7,9%) e São Paulo (5,9%) são os segundos municípios mais presentes entre os entrevistados.

Percentual da naturalidade dos turistas locais

4__NATURAL_DE
JOÃO PESSOA 42.5743
RIO DE JANEIRO 7.92079
SÃO PAULO 5.94059
RECIFE 3.9604
CAMPINA GRANDE 2.9703
NAN 2.9703
GUARABIRA 2.9703
RIO GRANDE DO SUL 1.9802
PATOS 1.9802
ARARUNA 0.990099

A maioria é da Paraíba

A Paraíba representa 63% dos turistas locais, seguidos por Pernambuco com 9,9% e Rio de Janeiro com 7,9%

ESTADO_NATURAL
PB 63.3663
PE 9.90099
RJ 7.92079
SP 6.93069
RS 1.9802
DF 1.9802
CE 1.9802
RN 1.9802
NAN 0.990099
MG 0.990099

Aqueles que são de João Pessoa moram em média a anos na cidade

92% encontraram o que procuravam na feira

Aqueles que não encontraram o que procuravam elencaram os seguintes pontos:

75% não sentiu falta de nenhum produto

Aqueles que sentiram faltam, elencaram os seguintes itens:

O gasto médio com artesanto por visitantes locais foi de R\$ 111,80

43% dos visitantes locais preferem artesanato tradicional

37,6% não quiseram opinar e 18,9% preferem artesanato contemporâneo.

55,4% dos visitantes locais compraram itens de Uso Pessoal ou Decoração

48,51% dos entrevistado alegaram terem comprados artigos para uso próprio, enquanto apenas 14% para presente. Uma possível explicação pra discrepância entre os itens 10 e 11 deve-se ao fato de um possível "auto-presente" que os indivíduos possam ter entendido da pergunta.

34,65% dos visitantes locais responderam que a Beleza do produto foi determinante para a compra

A maioria não quis responder (37,62%), enquanto preço foi o fator menos determinante com apenas 7,92% das escolhas.

Principais motivos de compra

12__PRINCIPAL_MOTIVACAO_DA_COMPRA
NÃO RESPONDEU 37.6238
BELEZA 34.6535
UTILIDADE 10.8911
NOVIDADE 8.91089
PREÇO 7.92079

72% dos visitantes locais são vão a feiras ocasionalmente.

26,73% do entrevistados alegaram que são frequentadores assíduos, cerca de um quarto da amostra.

A maior parte das peças de artesanato que os consumidores locais possuem são da Paraíba.

A principal sugestão dos consumidores locais é a DIVULGAÇÃO

Uma parcela considerável respondeu que gostou de tudo, palavras como incentivar, incentivo e aumentar também estão presentes. Neste ponto, sugere-se uma abordagem mais manual e humana para identificar quais os elementos que são plausíveis e quais sugestões devem ser incorporadas.

Quem é o cliente? - DEMANDA TURISTA

São Paulo e Paraíba são as principais origem dos turistas representando 13,2% das respostas

A Bahia foi responsável por 11,32% das resposta, Distrito Federal (9,43%) e Rio de Janeiro (7,54%). Existiam turistas de todos os estados do Centro-Oeste.

56,60% dos turistas visitiram João Pessoa com a Família

Quando consideramos aqueles que visitiram com companheiro(a) este montante chega a 88,7%. Os que visitaram sozinho representaram 9,43%.

Os turistas ficaram em média 14 dias na cidade

Algumas responderam que passariam 4 meses na cidade. A menor resposta para este quesito foi de 1 dia.

Tabela - Estatística descritiva da quantidade de dias que os turistas pretendem ficar em João Pessoa
1_5_QUANTOS_DIAS_FICARA_EM_JOAO_PESSOA
count 51
mean 14.98
std 21.77
min 1
25% 4
50% 7
75% 16
max 120

86,8% dos turistas encontraram o que procuravam na Feira

Daqueles que sentiram falta citaram os seguintes itens:

Uma grande parte dos turistas gostaram de tudo

Peças de madeira e crochê foram bastantes citadas. Há uma grande diversidade de respostas o que indica que, possivelmente, a diversidade foi um fator determinante para o agrado dos turistas.

Os turista gastaram em média R\$ 167,00

Houve uma grande dispersão entre as respostas dos turistas. Em alguns casos chegaram a gastar mais de 800 reais.

Tabela - Estatística descritiva do gasto dos turistas com artesanato local
1_9_QUANTO_COMPROU_DE_ARTESANATO_NESSA_VIAGEM
count 53
mean 167.92
std 291.27
min 0
25% 0
50% 35
75% 150
max 1100

52,8 dos turista preferem o artesanato tradicional

Apenas 5% preferem artesanato contemporâneo, 41% não soube responder.

43,39% dos turistas indicaram que a compra foi para uso próprio

Presente representa 15% das respostas e 41,50% não quiseram opinar.

Beleza do produto foi responsável por 37,7% das escolhas dos turistas

Tabela - Principais razões para compra do artesanato pelos turistas
1_13_PRINCIPAL_MOTIVACAO_DA_COMPRA
NÃO RESPONDEU 41.51
BELEZA 37.74
PREÇO 9.43
UTILIDADE 7.55
NOVIDADE 3.77

58% dos turistas são frequentadores ocasionais de feiras de artesanato

O número de frequentadores assíduos é consideravelmente maior do que os turistas locais.

O número de peças de artesanato que os turistas possuem em casa é similar a quantidade de peças que são da Paraíba

Trabalho bem feito, criatividade, originalidade e acabamento foram feedbacks dados pelos turistas.

Considerações Finais

Quem é o artesão?

A maioria dos artesões são de João Pessoa (57,14%), possuem idade média de 55 anos e moram na cidade em média a 25 anos. A grande maioria possue ensino médio completo e aprenderam o ofício através de parentes e do autodidatismo. A maioria deles são casados (46,2%) e 61,34% alegaram que possuem membros da família do artesanato - em que os parentes diretos são os mais comuns. A maior parcela dos profissionais são cooperados/associados em que Associação de Artesãos de Cabedelo é a mais citada. Aproximadamente 69% deles não são formalizados.

A maior parcela dos artesãos ensinaram entre 1-5 pessoas, todavia, uma parcela considerável já ensinou pra mais de 100 pessoas. Metade deles fizeram algum curso de artes e o maior número possuem mais de 20 anos de experiência.

Os profissionais preferem trabalhar com artigo de decoração (43,7%) - bonecas, bolsas, vestuários, esculturas e mesas são os produtos preferidos pelos artesãos. As matérias-primas mais utilizadas são fios, tecidos e madeira. Os artesãos se expiram para produzir seu trabalho em sua história pessoal, mais de 60% deles são da Paraíba e mais de quarenta já moraram em algum município da Paraíba. As regiões Norte e Sudeste são as mais representativas quando desconsiderado o nordeste.

Cerca de 84% dos artesãos alegaram que não contrataram ajudantes, daqueles que contrataram, a média é de 6 colaboradores. A maior parcela dos artesãos (76%) alegam que desejam participar de algum curso de capacitação. Os maiores desejos estão em como criar novos produtos de sucesso e como divulgar seu trabalho em redes sociais - a rede social mais comum é o Instagram.

A maior parcela respondeu que o artesanato é sua atividade principal. Mais de 90% da clientela é nacional se dividindo, em grau de participação, em pessoas da região, do estado, do país. A parcela predominante trabalham entre 6h e 8h por dia. Corroborando a informação de ajudantes, a maioria dos artesãos trabalham sozinhos.

Os produtos mais vendidos são de vestuários, bonecas e chaveiros. A média de preços do atacado é 14,6% menor do que no varejo. Os principais determinantes do preço são o tempo de trabalho e a matéria prima gasta, esta última, é majoritariamente adquirida na cidade do artesão.

No geral, os artesão não possuem excesso de estoque, a grande maioria acerta na quantidade de peças produzidas e vendidas. Entre aqueles que tem o artesanato como atividade principal, a renda média nos melhores meses é de 2150,00 reais por mês, nos piores meses chega a 745,00 por mês.

Os artesãos que possuem o artesanato como atividade principal faturam, em média, 28,58% mais nos melhores meses. Quando considerado os piores meses, esse percentual é um pouco maior, chegando a 29,34%. O local de maior venda relatado pelos artesãos são as feiras.

O principal anseio dos artesãos é o aumento de vendas, alarmantemente, apenas 5,95% deles desejam se formalizar. Dificuldades com espaço e condições de trabalho foi citada por 34,3% dos artesões como a principal carência, seguidos por acesso ao crédito com 20,7%.

O principal objetivo dos artesãos é de cunho pessoal - 43,3% desejam melhorar a qualidade de vida e 27% desejam conhecer mais lugares e pessoas. Quando consideramos esses dois elementos juntos, 70,3% dos desejam são relacionados ao aspecto privado (não profissional). Aproximadamente 80% dos entrevistados relataram que desejam participar de uma feira dominical no centro de João Pessoa.

As principais sugestões dos artesãos vão na mesma direção das carência relatadas - apoio, incentivo, transporte, eventos e feiras são exemplos de eixos relatados.

Quem é o consumidor local?

A maioria dos visitantes locais moram na região da praia - os bairros mais citados são Cabo Branco (11,9%) e Bancários (10,9%). Mais de 50% deles relataram que vivem com a família, quando consideramos companheiros(as), o montante chega a 77,2%. A maioria deles nasceram em João Pessoa, seguidos e Rio de Janeiro (7,9%) e São Paulo (5,9%). A Paraíba é responsável por 63% da origem dos consumidores locais.

Os consumidores locais moram, em média, há 10 anos em João Pessoa. A esmagadora maioria (92%) encontram o que procuravam nas feiras e 75% não sentiu falta de nada. Peças de crochê, madeira e cerâmica são as prediletas dentre estes consumidores. O gasto média dos visitantes locais foi de 111 reais - a maior parte gastou até 100 reais.

Cerca de 43% dos consumidores locais preferem o artesanato tradicional. A maior parte (55,4%) relataram que compraram itens de uso pessoal ou decoração. A principal razão para compra dos produtos foi a beleza (34,6%), o fator preço foi o menos determinante - apenas 7,9%. Aproximadamente 72% dos entrevistados relataram que vão a ferias ocasionalmente e maior parte dos artesanatos que possuem são da Paraíba.

A principal sugestão dos consumidores locais é a divulgação - mais feiras, apoio ao artesanato e divulgação são exemplos de sugestões. Recomenda-se que este item seja avaliado individualmente para que boas propostas sejam melhor entedidas e visualizadas.

Quem é o consumidor turista?

Turistas de São Paulo e Paraíba são a maioria e representam, cada um, 13,2% dos entrevistados. Aproximadamente 56% dos turistas visitaram João Pessoa com a família, quando consideramos companheiros este montante chega a 88,7% - eles ficam em média 14 dias na cidade.

Cerca de 86% deles encontram o que procuravam na Feira de Artesanato, aqueles que não encontraram relataram os seguintes itens: castanhas, enxoval infantil, mandalas de palha, biscuit, vestuário, bancos de madeira e uma rede específica. A maior parte dos turistas gostaram de tudo, castanhas, enxovais e arranjos são exemplos de produtos apreciados.

O gasto médio destes consumidores foi de 167 reais - cerca de 50% maior que os turistas locais. A maior parte dos turistas gastaram até 200 reais - intervalo superior ao consumidor local. Cerca de 53% dos entrevistados relataram preferir artesanato tradicional e 43% indicaram compras para uso próprio. Assim como os consumidores locais, a beleza dos produtos foi o principal fator determinante de compra. Em contraponto, o preço perfomou melhor entre os turias representando 9,43% das decisões - a maior parcela dos turistas são frequentadores ocasionais de feiras de artesanato.

Igualmente ao consumidores locais, a maior parte das peças de artesanatos do turistas também são da Paraíba. A maior parcela deles não sentiram falta de nada e elogiaram fatrores como criatividade, acabamento, originalidade, qualidade e beleza.